A arte de unir pompoarismo e siririca

stephanie


Desde que eu iniciei minha vida sexual há seis anos, ouço falar de
pompoarismo. Durante muito tempo, achei que era aquela prática que as mulheres fazem de cortar frutas com o músculo da vagina. Pena que não estudei mais sobre o assunto, teriam me economizado muitos orgasmos perdidos…

Há um tempo atrás, trocando ideia com a ex de um amigo, descobri uma dica genial para fazer inclusive durante a masturbação: contrair a musculatura pélvica e só relaxar quando for gozar. Sabe quando a gente quer muito fazer xixi e contrai tudo para não escapar? Isso aí é musculatura pélvica, e pasmem, descobri anos depois que também pode ser pompoarismo. O importante é contrair esses músculos responsáveis por segurar o xixi (e o cocô, diga-se de passagem), sem contrair a barriga e o bumbum em si, apertar as pernas ou segurar a respiração. Parece doideira né?
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Como um vidrinho esmalte pode tirar sua siririca da rotina

siriesmalte

Depois de um tempo de siririca (eu mesma comecei aos 10 e hoje tenho 24), a gente consegue perceber nossas preferências, né? Onde encostar, como encostar, como mexer, com o que mexer… Os gostos às vezes mudam com o tempo, mas no geral a gente até cai numa rotina de prazer. É inclusive isso que me estimula a testar umas inovações pra ajudar aumentar meu prazer de vez em quando. “Siriricar” também é atualizar meu repertório. Continuar lendo

Ei, garota, nunca se masturbou? Venha aqui – Relato #4

Ilustração por (?)

Ilustração por Mariana Nascimento

Se você é uma garota, não importa a idade, e nunca se masturbou, CARAMBA, não sabe o que está perdendo. Sem implicar juízo de valor. Se você é mina e nunca siriricou não se envergonhe porque infelizmente não está sozinha. 40%  das mulheres brasileiras nunca se masturbaram, segundo dados de 2008 da pesquisa Mosaico Brasil. É mulher pra bicho que nunca teve prazer consigo mesma. Preocupante! Mas não surpreendente! Não em uma sociedade patriarcal com pilares misóginos. Sim, MISÓGINOS. Essa palavra é certeira. Continuar lendo

A coisinha – Relato #3

Ilustração de Palindrômica.

Ilustração de Palindrômica

As viagens de carro eram longas, eu adormecia com a cabeça pesada, o enjoo mascarava a alegria de estar em movimento (vacas pastavam dos dois lados da janela, algumas me olhavam direto no olho, parecia que queriam me comunicar coisas). Era tempo demais com o pescoço amolecido no assento do carro, trancada em mim, com licença pra explorar a alma de menina, coisa tosca sem atilamento nem lisura, repleta de caroços e desníveis onde era possível cair e torcer o pé vezes seguidas. Observava as tiras de sol lamberem minhas coxas e já não era a mesma, porque um algo sem nome se avolumava ininterrupto como água morna que periga transbordar de uma banheira. Nascia espuma, as bolhas estouravam em ‘plocs’ mudos e eu afundava dentro daquela sensação que não era alegria, injúria, medo, nem ao menos tristeza, mas parecia preguiça, uma forma proibida de lassidão.

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A siririca na tevê e no cinema

Cena de Cisne Negro

Cena de Cisne Negro

Aos 16 anos, eu já havia acompanhado um repertório extenso de cenas de sexo vistas na televisão e no cinema. Pessoas se masturbando, no entanto, era algo a que jamais havia assistido, até ir ao cinema para ver Cisne Negro. Lá, em uma sala escura apinhada de gente – o filme foi um sucesso de bilheteria –, Natalie Portman se masturbou em uma tela de 5 metros de altura. Para mim, foi a glória. Não fosse, claro, a audiência, que se desmanchou em riso, apesar de ser uma cena dramática. Não estavam acostumados a ver uma mulher se masturbar, assim, em um filme, e não sabiam como reagir.

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O chuveirinho – Relato #1

Arte de Verônica de Oliveira

Arte de Vebs

No princípio, havia o chuveirinho, uma porta fechada e duas pernas entreabertas. Do acidente, fez-se a luz. E eu vi que era bom. Não me lembro exatamente com que idade comecei a me masturbar, mas sei que foi cedo. Tão cedo que eu nem sabia que aquilo se chamava masturbação, nem mesmo que era sexual. Era uma sensação boa, que ardia no rosto, deixava as pernas trêmulas e a cabeça da gente meio besta. Continuar lendo